terça-feira, 28 de outubro de 2014

Professora autista, que falava seis idiomas aos 10 anos, desenvolve método de alfabetização

Autodidata, Gisele Nascimento dá aulas em escola municipal de Niterói

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NITERÓI - Aos 4 anos, Gisele Nascimento demonstrava interesse especial nos livros comprados em sebo, próximo ao cais do porto de Niterói, por seu pai, um simples estivador. Sem frequentar escola, foi nesta mesma época que a menina espantou a todos lendo os livros velhos, passatempo do pai durante as idas e vindas do trabalho. Com 5 anos, o universo linguístico do idioma nativo já não era suficiente para suprir os anseios da menina. Curiosa, ela partiu solitária na viagem do conhecimento da língua inglesa. E não parou mais. Autodidata, aos 10 anos, Gisele já dominava seis idiomas: inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, além do português, claro.

Por conta do diagnóstico tardio de autismo, a dificuldade de interação com outras pessoas, o fato de não ter nenhum amigo e os comentários preconceituosos que ouvia fizeram com que ela permanecesse muda durante 12 meses, dos 7 aos 8 anos. Todavia, as dificuldades foram superadas. Hoje, aos 32, Gisele é formada em pedagogia, psicologia, sociologia, com especialização em segurança pública. Atualmente, sua principal paixão é dar aulas para crianças e adultos com necessidades especiais.


— Passei em dois concursos para dar aulas na rede municipal de ensino de Itaboraí, o último em 2011. Inicialmente, alfabetizei crianças das classes regulares durante dois anos. Omiti o fato de ser autista para evitar o preconceito — revela.


TÉCNICA ESPECIAL PARA ALFABETIZAÇÃO


Casada e com dois filhos — uma adotiva, hoje com 20 anos, e um bebê de 6 meses — Gisele leva uma vida dita normal, só toma medicação para controle da atividade motora. A jovem conta, em tom de brincadeira, que é muito estabanada. O grau leve do transtorno não a impediu de desenvolver uma técnica eficiente de alfabetização, que serve tanto para pessoas com necessidades especiais quanto as outras. Mérito este que a fez ser convidada para participar do primeiro curso de formação de professores da Clínica-Escola do Autista, em Itaboraí, primeiro local público do país a oferecer atendimento multidisciplinar gratuito para autistas.

A professora da Escola Municipal Clara Pereira é responsável por uma turma mista de alunos com idades entre 9 e 27 anos, que têm transtornos diversos: autismo, Síndrome de Down, deficiência intelectual e superdotação. E dá conta de todos os seis estudantes praticamente sozinha. Conta apenas com uma assistente para acompanhar alunos com grau severo de autismo, que têm maior dificuldade e apresentam comportamento agitado.— Em casos de autismo de grau leve, finalizo o processo de alfabetização em seis meses. Eles aprendem, por exemplo, por métodos específicos, são extremamente visuais. Precisam de tempo para ver a imagem e associá-la à palavra, tanto escrita quanto ao fonema. É preciso brincar, lidar de forma lúdica. Além disso, as recompensas têm papel fundamental no reforço do aprendizado. Premiar pequenas vitórias com peças de brinquedos, fichas e doces as mantêm estimuladas e motivadas por mais tempo.

A professora da Escola Municipal Clara Pereira é responsável por uma turma mista de alunos com idades entre 9 e 27 anos, que têm transtornos diversos: autismo, Síndrome de Down, deficiência intelectual e superdotação. E dá conta de todos os seis estudantes praticamente sozinha. Conta apenas com uma assistente para acompanhar alunos com grau severo de autismo, que têm maior dificuldade e apresentam comportamento agitado.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Esta garotinha descreve o irmão com autismo com um amor puro e verdadeiro

  • Hannah descreve seu irmão Hyrum, portador do autismo, de uma forma que todos nós deveríamos entender e abraçar as pessoas que são diferentes de nós.
    No final do vídeo, Thomas S. Monson completa dizendo: "Minhas preciosas jovens irmãs, peço que tenham a coragem de não julgar ou criticar as pessoas a seu redor, bem como a coragem de assegurar que todas se sintam incluídas, amadas e valorizadas."
    Uma lição que Hannah aprendeu bem cedo.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Atualização na aba Download

Olá pessoal,

adicionei alguns links na aba Download pois tenho recebido várias mensagens informando que alguns links estão quebrados.
Espero que funcionem.

Abraços,

Débora

Composto químico de vegetais pode tornar autistas mais sociáveis

A partir de testes realizados em um estudo do Hospital Geral de Massachusetts para Crianças e da Universidade Johns Hopkins, em Boston, homens diagnosticados comautismo de moderado a severo, se tornaram mais sociáveis ao ingerirem doses de sulforafano, composto químico encontrado em vegetais como brócolis, couve-flor, espinafre, repolho e rábano.
Indivíduos do sexo masculino, com idade entre 13 e 27 anos, participaram do teste divididos aleatoriamente em dois grupos: um que tomou sulforafano e outro que tomou placebo. 26 dos 40 homens que voltaram para acompanhamento tomaram sulforafano e obtiveram pontuação bastante superior em avaliações de comportamento, se comparado aos paciente que receberam placebo. O composto químico sulforafano tornou os autistas mais calmos e sociáveis.
Um novo caminho
Mesmo que já existam drogas capazes de controlar sintomas de agressividade, hiperatividade ou distúrbios do sono, a nova descoberta indica um caminho para uma resposta química direcionada, a partir da criação de fármacos a base de sulforafano.
"Quando quebramos o código que revelava quem estava recebendo o sulforafano e quem tinha recebido o placebo, os resultados foram surpreendentes", afirmou ao Daily Telegraph o coautor do estudo e professor de Pediatria Neurológica, Andrew Zimmerman.
Por outro lado, o estudo não foi completamente positivo, pois os participantes que tomaram o composto químico engordaram e dois indivíduos sofreram ataques. Os pesquisadores, entretanto, apontaram que tal fato pode ter ocorrido devido à uma condição pré-existente.
Além disso, um terço dos homens que fizeram tratamento não respondeu ao suplemento e os efeitos cessaram logo após a suspensão da dosagem.

Berenice Piana: 45


Crianças com Autismo apresentam excesso de sinapses

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As crianças e adolescentes com autismo têm um excesso de sinapses no cérebro, que é decorrente da diminuição da apontoes, o processo de morte neuronal programada que ocorre no cérebro durante o desenvolvimento. Um excesso de sinapses pode ter efeitos sobre o funcionamento do cérebro, como mostra uma nova pesquisa que também relatou que a Rapamicina, um medicamento que restauraria a apoptose pode melhorar em ratos comportamentos semelhantes aos do Autismo, mesmo depois do aparecimento desses sintomas comportamentais.
Os pesquisadores examinaram os cérebros de crianças com Autismo que morreram por outras causas, 13 pertencentes a crianças menores de 2-9 anos e 13 cérebros de jovens com idades entre 13-20 anos, que foram comparadas com 22 crianças sem autismo. A densidade de sinapses em uma pequena parte do tecido cerebral foi medida, encontrando-se no final da infância a densidade dos dendritos foi reduzida pela metade nos cérebros do grupo controle, enquanto que em apenas 16% nos cérebros de pacientes com autismo.
As células do cérebro de crianças autistas tinham preenchidas por partes antigas e danificadas e foram muito deficiente em uma via de degradação celular conhecido como “autofagia”. Usando modelos de ratos com autismo, os cientistas descobriram o defeito na morte celular na proteína mTOR, de forma que quando esta encontra-se hiperativa, as células cerebrais perdem grande parte de sua capacidade de autofagia, facilitando o excesso de sinapses.
Os pesquisadores foram capazes de restaurar a autofagia e a morte natural dos neurônios revertendo comportamentos similares ao do autismo pela administração de rapamicina, uma droga que inibe a proteína mTOR.
Se esta notícia te interessou, vá direto a fonte deste post e saiba mais informações: Neuron, 2014
Imagem: Bryan Jones

Catálogo web para ajudar a encontrar os aplicativos mais adequados para Autismo: Appyautism

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A Fundación Orange em colaboração com iAutism desenvolveu um site que torna disponível para as pessoas com transtornos do espectro do autismo (TEA), suas famílias e seus profissionais um ambiente virtual que é um extenso banco de dados de mais de 400 aplicativos para computadores, tablets e celular.
O site Appyautism fornece um poderoso motor de busca para localizar os aplicativos de acordo com vários critérios: tipos de dispositivos, categoria (aplicações), a idade do usuário, faixa de preço, etc. A seleção inclui os melhores aplicativos para computadores Windows e Mac e os melhores aplicativos para Android, iOS e Windows Phone. =)
Dada a proliferação nos últimos anos dos apps desenvolvidos pensando no autismo, o Appyautism vem como uma ferramenta útil para as famílias e os profissionais na escolha do aplicativo que melhor combina com cada caso. Cada vez mais tem surgido mais apps de todos os tipos (educacional, entretenimento, comunicação, …) desenvolvidos para pessoas com autismo, e embora isso seja bom, formou-se um ecossistema complexo onde as famílias e os profissionais têm encontrado dificuldades para escolher o mais adequado para cada caso.
Neste cenário, Appyautism, disponível em Inglês e Espanhol, pretende ir além das tradicionais coleções de aplicativos, oferecendo um conteúdo elaborado e selecionado e seu potente motor de busca, e ampliando o escopo para incluir todas as plataformas de computador usados ​​hoje. Como não tem na língua portuguesa, os usuários do site devem levar em consideração a adaptação do app (que pode ou não ter versão em português).
O site fornece informações sobre mais de 400 apps, selecionados de acordo com uma lista de critérios objetivos; para cada um deles um breve resumo de seus padrões de funcionalidade e utilização, imagens ou vídeos, links para evidências científicas de sua aplicação e outros dados.
O aplicativo de banco de dados Appyautism será atualizado continuamente, é complementado por um tutorial sobre os tipos de aplicações disponíveis e referências a artigos acadêmicos e populares sobre o uso dessas tecnologias para os indivíduos com TEA.
Ótima notícia, não é? Preparado para conhecer o site? CLICA AQUI!