sexta-feira, 10 de julho de 2015

Médico alergista faz descoberta promissora para a cura do autismo. (Vídeo)

Aderbal Sabrá, médico alergista e coordenador do curso de Medicina da Unigranrio, 

faz descoberta promissora para a cura do autismo.

Veja a matéria completa em: http://goo.gl/Jbrt7Z
video

quinta-feira, 9 de julho de 2015

MEC disponibilizada material de apoio à Educação Inclusiva

MEC disponibilizada material de apoio à Educação Inclusiva

Aplicativo ajuda crianças autistas a se comunicar com a família

Aplicativo Superspeak conta com uma interface amigável com imagens familiares para as crianças (Foto: Reprodução/Superspeak)
aPLICATIVO SUPERSPEAK CONTA COM UMA INTERFACE AMIGÁVEL COM IMAGENS FAMILIARES PARA AS CRIANÇAS (FOTO: REPRODUÇÃO/SUPERSPEAK)
As pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma síndrome neurobiológica de origem genética que afeta a capacidade de comunicação e não tem cura, parecem viver em um mundo à parte. Autistas enxergam o mundo de outro ponto de vista e muitas vezes se sentem frustrados quando não conseguem se comunicar de maneira efetiva, o que pode desencadear crises de estresse. Por isso, a startup norueguesa Superplus lançou na semana passada o aplicativo SuperSpeak, que permite que as crianças se comuniquem com pais, amigos e professores através do celular.
O aplicativo oferece uma interface interativa na qual pais e filhos podem criar um vocabulário adaptado para a criança com TEA. Basta clicar em imagens para construir frases. Se ela quiser andar de bicicleta, por exemplo, é só tirar uma foto da sua bicicleta e clicar nela para mostrar seu desejo ao responsável. Os pais podem acessar o aplicativo de seus telefones para conversar com eles diretamente por ali. O professor também pode ter acesso à rede, para saber se a criança aprendeu alguma palavra nova.
O app foi desenvolvido por um grupo de especialistas que conta com pesquisador clínico de TEA que tem uma filha com o transtorno, um engenheiro de software, uma professora de crianças com necessidades especiais  e um desenvolvedor de jogos online. Aliás, a Superplus recentemente ganhou o Prêmio Nórdico de Startups de melhor empresa social.
O objetivo do Superspeak é evitar crises de estresse em crianças com TEA e diminuir o sofrimento dos pais. Um estudo publicado no Periódico de Autismo e Transtornos de Desenvolvimento apontou que as mães de crianças e adolescentes com autismo sofrem um nível tão crônico de estresse que é comparável ao de soldados em combate. NaGALILEU de julho, mostramos a luta de mães para encontrar – ou elaborar sozinhas – o tratamento adequado para seus filhos com TEA.
(Via Observer)

Crianças autistas aprendem a se comunicar com aplicativocom

Uma startup norueguesa criou o aplicativo que promete mudar a comunicação e a vida das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)


Não é de hoje que se sabe, e se percebe, que a principal dificuldade de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo, é a comunicação. De um modo geral, crianças portadoras do transtorno têm problemas para comunicar seus pensamentos, vontades e necessidades, o que torna a vida delas e também das suas famílias bem mais complicada.
Uma startup norueguesa chamada Superplus decidiu tentar resolver o problema. Como resultado, surgiu o aplicativo SuperSpeak, que permite às crianças uma comunicação mais fácil e rápida com seus pais, parentes, professores e com quem mais ela conviver no dia a dia.Siga Terra Educação no Twitter
A ideia é simples: se a criança quiser andar de patinete, por exemplo, ela pode, e deve, mostrar as fotos do patinete no celular para expressar sua vontade. Para facilitar mais ainda, a criança também consegue clicar nas palavras "sim", "não" e "mais tarde" para responder perguntas feitas pelas pessoas que estiverem com ela. O aplicativo rendeu à Superplus o prêmio de Melhor Empreendimento Social, concedido pelo Nordic Startup Award.

 Foto: iStock
Aplicativo promete tornar comunicação mais fácil e diminuir o sofrimento de todos, em especial das mães de crianças com autismo
Foto: iStock
Importante para as crianças com autismo, o SuperSpeak promete mudar a vida e diminuir o sofrimento de todos que convivem com elas, principalmente as mães, já que um estudo publicado no Periódico de Autismo e Transtornos de Desenvolvimento mostrou que as mães de crianças autistas apresentam níveis de estresse comparáveis aos de soldados em combate. Essa tensão acaba, inclusive, atingindo o filho portador do transtorno, o que dificulta ainda mais a relação e a comunicação. As informações são do Observer.

“Autismo não é sinônimo de retardo mental”

Hélio Van der Linden Júnior

Foto do doutor Hélio Van der Linden Júnior sentado a uma mesa com notebook e papéis



Um indivíduo reservado, agressivo e que não se relaciona com seus pares. É assim que muitos, ao serem questionados, caracterizariam uma criança autista. De acordo com o neurologista infantil Hélio van der Linden Júnior, muitos pontos sobre o transtorno precisam ser esclarecidos perante a sociedade, para que não haja preconceito com os portadores.

"Autismo não é sinônimo de retardo mental. Muitos pacientes com espectro autista têm inteligência e desempenho cognitivo normal, alguns até acima da média", explica o especialista, que coordenou uma mesa de discussão sobre o tema durante o 25º Congresso Brasileiro de Neurologia, que aconteceu em Goiânia no início do mês.

Em entrevista ao Escola, o neurologista conceituou o chamado espectro autista, seus sintomas, causas e tratamento. Ele falou sobre a importância da escola no diagnóstico e acompanhamento da doença, além das consequências do Autismo para a vida educacional do indivíduo.

Van der Linden argumentou sobre as chamadas escolas especiais, que em sua opinião são fundamentais em diversas situações. "Existem casos em que só essas escolas podem oferecer, de maneira adequada, a atenção especializada e recursos terapêuticos adaptados à situação daquela criança", esclarece.

Quais são os principais sintomas do Autismo e como diferenciá-lo de outros distúrbios psicológicos? Quando é possível fazer o diagnóstico?
Os sintomas do Autismo consistem numa tríade caracterizada por atraso do desenvolvimento da linguagem, problemas de socialização e interação e alterações do comportamento. Os sintomas relacionados à interação social são tendências ao isolamento, à dificuldade de interagir com os outros e a manter a atenção em determinada atividade, ou, ao contrário, manter interesse ou foco excessivo em uma única ação que não despertaria interesse em crianças da mesma idade. As alterações comportamentais mais comuns são os movimentos alternados do corpo, chamados estereotipias, como agitar os braços ou o corpo repetidamente, correr em círculos etc., além de outros sinais frequentes, como andar na ponta dos pés e apresentar sensibilidade auditiva exagerada. Geralmente o diagnóstico, eminentemente clínico, é realizado após os dois anos de vida, pois nesta fase os sintomas se tornam evidentes e chamam atenção dos pais. Casos sutis são diagnosticados mais tardiamente.

A síndrome de Asperger é uma espécie de Autismo? Quais suas diferenças?
A síndrome de Asperger é uma forma mais leve de Autismo, mas que também compromete as habilidades de interação social e comunicação, embora a fala seja relativamente preservada. Esses pacientes podem apresentar um comportamento rotineiro. Possivelmente, existem muitos casos não diagnosticados na população. Muitos são considerados antissociais, isolados, esquisitos, solitários, mas tendem a ser produtivos em suas profissões. Especula-se que gênios das ciências e, atualmente, da informática, preencham critérios para a síndrome de Asperger.

Quais seriam as causas do Autismo? É uma doença genética?
De tudo o que se descobriu a respeito do Autismo, sabe-se que existe, de fato, uma influência genética importante. Outro fator que tem sido extensamente investigado é o ambiente. Existem estudos que apontam uma possível associação da doença ao uso de substâncias tóxicas durante a gravidez. Então, acredita-se que haja uma predisposição genética e que deve existir algum fator ambiental que favoreça o desenvolvimento do Autismo.

Em que consiste o tratamento? É medicamentoso ou de acompanhamento psicológico?
O tratamento do Autismo depende da intensidade e gravidade de cada caso. Não há receita de bolo. Os casos leves e até moderados respondem bem às terapias de intervenção comportamental. Já os mais graves, com sintomas como agressividade, agitação psicomotora e ansiedade, podem se beneficiar do uso de medicação. O tratamento medicamentoso visa controlar alguns sintomas, e não tratar o Autismo propriamente dito. Existem, ainda, técnicas comportamentais como o ABA, Floor Time, TEACH e várias outras.

Quais as consequências do Autismo na vida educacional da criança?
Autismo não é sinônimo de retardo mental. Muitos pacientes com espectro autista têm inteligência e desempenho cognitivo normal, alguns até acima da média. Porém, as alterações comportamentais e de socialização costumam trazer dificuldades nos primeiros anos da vida escolar, o que pode atrasar o processo de alfabetização da criança. O retardo do desenvolvimento da linguagem também é outro fator que pode atrapalhar o desempenho cognitivo. Por isso, é fundamental o acompanhamento da escola no tratamento.

Como o senhor avalia hoje a situação das instituições de ensino para receber essas crianças? Elas estão preparadas?
Felizmente, a situação das escolas convencionais tem melhorado com o tempo. Existem várias instituições que recebem a criança de maneira adequada. Muitas até investem na capacitação profissional do professor, no intuito de favorecer ao máximo a estimulação dos alunos. Porém, infelizmente, ainda existem escolas que sequer aceitam a matrícula de crianças que demandam uma atenção mais individualizada.

É possível dizer que os autistas matriculados em instituições regulares de ensino hoje estão bem-assistidos?
Depende da instituição, do envolvimento dos educadores, do grau de comprometimento da criança e como ela se adapta à escola. O importante é que a criança participe, que seja inserida no contexto escolar e interaja de maneira produtiva. Porém, sabemos que algumas não se adaptam ao regime escolar tradicional, seja por que apresentam sintomas graves ou por que sofrem com a discriminação e isolamento social. Nesses casos, a insistência de manutenção da criança numa instituição regular pode ser pior.

E o professor? Como deve ser a preparação dele para que esteja apto a educar esse aluno? A rede pública fornece essa adaptação?
O professor tem papel fundamental em dois aspectos. Muitas vezes, é o professor que levanta a bandeira vermelha, o sinal de alerta sobre o comportamento da criança em sala de aula. Essa observação mais aguçada pode levar ao encaminhamento e diagnóstico precoce. Entretanto, na rede pública, as crianças são introduzidas aos seis anos, e a maioria já conta com diagnóstico nesta idade. Outro ponto importante é no tratamento. É um erro achar que apenas matricular a criança na escola facilita o tratamento. A instituição tem de estar engajada, ser parceira no tratamento, de preferência com treinamento e capacitação dos professores para atuar com essas crianças.

O ideal seria que um professor auxiliar ficasse responsável exclusivamente por aquela e outras crianças especiais da sala? Quais as consequências pedagógicas para a criança quando isso não acontece?
Nem sempre é necessária a presença de um professor ou assistente pedagógico para uma criança que necessita de atenção especial. Isso vai depender da capacidade do professor, da quantidade de alunos e, claro, do quadro clínico da criança. Em casos mais leves, por exemplo, é possível que a criança “se acomode” com a presença de uma pessoa exclusiva e não tenha interesse em participar da socialização e atividades em grupo. Portanto, cada caso deve ser analisado individualmente e com acompanhamento de um profissional. Tem também a questão dos colegas de classe, que possuem um outro ritmo e, por vezes, podem se sentir irritados com o “coleguinha especial”.

É possível fazer com que a sala ande em um só ritmo? Como?
Na imensa maioria dos casos com crianças pequenas, a aceitação do coleguinha “diferente” costuma ser natural e positiva. Em crianças maiores, pode haver algumas situações de conflito e até bullying. Quanto ao desempenho acadêmico, mais uma vez tudo vai depender da gravidade do caso.

Esses mesmos coleguinhas de sala podem aprender com a convivência com um autista? O que pode ser aproveitado pelo educador nas relações sociais em sala?
Sim, aceitar as diferenças, entender as dificuldades e até participar no processo de apoio a crianças com necessidades especiais podem ser altamente favoráveis ao desenvolvimento cognitivo e psicológico dos alunos de uma maneira geral. Um portador de Autismo precisa de requisitos mínimos na sua educação,  como número reduzido de alunos em sala, equipe multidisciplinar que o acompanhe e até mesmo uma grade curricular diferenciada. As escolas tradicionais nem sempre podem reproduzir isso, mas possibilitam o convívio com outras crianças.

O que o senhor acha das escolas especiais voltadas somente para crianças autistas ou com outras deficiências?
Nem sempre é necessária uma grade curricular diferenciada, o que existe são adaptações que podem ser realizadas pela escola para facilitar ou estimular de forma mais proveitosa a capacidade da criança. As escolas especiais, atualmente desestimuladas pelo nosso sistema de ensino e saúde, são muito importantes. Existem casos de várias enfermidades, não apenas Autismo, onde a introdução na rede é impossível, pois é necessária a presença contínua de outra pessoa para cuidar da criança, seja do ponto de vista comportamental ou motor. Situações como auto e heteroagressividade, agitação psicomotora, estereotipias intensas, gritos etc. dificultam a adaptação de algumas crianças no ensino regular.

Como a internet e outras tecnologias podem auxiliar no aprendizado de uma criança autista?
De fato, crianças com espectro autista têm verdadeiro fascínio por jogos eletrônicos, computador, tablets etc. Como muitas ficam calmas e atentas com tais ferramentas, elas podem ser expostas em demasia a tais situações, o que é arriscado. Mas é possível aproveitar esse interesse de forma positiva. Atualmente, existem softwares e jogos que incentivam a criança a interagir e a gerar respostas às solicitações da atividade. Cabe aqui uma dica para os pais. Com a correria do dia a dia, o tempo de atenção para a criança fica restrito a poucos minutos e é muito comum o uso de dispositivos eletrônicos para o seu entretenimento. Gostaria de ressaltar a importância do brincar, do contato e da relação de afeto com a criança como forma de estímulo às suas habilidades motoras e psicossociais.

Quem é e o que fez?
Hélio van der Linden Júnior é graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Pernambuco (UPE) e possui especialização em neurologia infantil e neurofisiologia pela Universidade de São Paulo (USP). Com trabalhos publicados sobre “Doenças Neurogenéticas”, atua como neurologista infantil no Instituto de Neurologia de Goiânia e no Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (Crer), onde também atua como neurofisiologista.

Fonte: Jornal Tribuna do Planalto, Caderno Escola: http://tribunadoplanalto.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14934%3Aautismo-nao-e-sinonimo-de-retardo-mental&catid=96%3Aentrevista

DISBIOSE INTESTINAL E DOENÇAS AUTOIMUNES, NEUROLÓGICAS E PSÍQUICAS! VEJA A CAUSA E A CURA!

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Por  Dr. JÚLIO CALEIRO;
   A Dra. Natasha Campbell-McBride é uma neurologista que tem um filho com autismo e resolveu investigar algumas coisas relacionadas a esta doença e revertê-la o que conseguiu com sucesso.
   Como resultado de sua própria investigação sobre o autismo, ela acabou desenvolvendo o que pode ser uma das estratégias de tratamento mais profundamente importante não só para o autismo, mas para uma ampla gama de doenças neurológicas, psicológicas-, auto-imunes.
    O programa GAPS: Tratamento das “Síndromes neurológicas e Intestinais” é de vital importância para maioria das pessoas. Como a maioria das pessoas têm a saúde intestinal ruim devido a má alimentação e exposições tóxicas o programa GAPS pode ajudar as pessoas com autismo e outros distúrbios neurológicos, psiquiátricos tais como:
        Dislexia e dispraxia
        Depressão
        Transtorno obsessivo-compulsivo
        O transtorno bipolar
        Epilepsia

O que é sindrome intestinal psicológica?
       O intestino afeta o sistema imunológico que por sua vez afetará o sistema nervoso do indivíduo pois há uma interação dinâmica e profunda entre eles. Dr. McBride CORRELACIONA os problemas abaixo:
        Artrite
        Asma e alergias
        Problemas de pele
        Problemas renais
        Problemas digestivos, e
        Doenças auto-imunes

    Anormalidades no seu sistema imune intestinal, estão na raiz de praticamente todas as doenças degenerativas.
        “Por que isso?  Por que cerca de 85% do nosso sistema imune está localizado na parede do intestino “, “Esse fato foi estabelecido por pesquisas em fisiologia entre 1930 e 1940. O nosso intestino,  é o maior e mais importante órgão imunológico em nosso corpo. –  Há uma relação muito íntima entre a flora intestinal e o sistema imunológico!
        A microbiota intestinal tem um efeito profundo sobre quais tipos de células do sistema imune estará sendo produzido, em um determinado dia, e essas células terão a função de equilibrar todo nosso sistema complexo intestinal.
Como a microbiota intestinal direciona o sistema imunitário?
   – Existem duas principais “armas” no sistema imunológico:
        A imunidade Th1* que é responsável por reações normais para qualquer coisa estranha externa no organismo, como por exmplo, pólen, ácaros, produtos químicos, alimentos e qualquer outra coisa que você entrar em contato. O Th1 é mantido deve manter-se alerta e saudável pela flora intestinal. Enquanto  flora intestinal está normal, não se tem sintomas adversos quando expostos a esses tipos de influências ambientais, mas se sua flora intestinal é anormal, o seu Th1* se tornará cada vez mais deficiente e os sintomas serão percebidos de forma gradual.
        A Imunidade Th2* é projetado para atender as funções imunológicas dentro do corpo, e não está equipada para lidar com as influências ambientais externas. No entanto, ela vai tentar compensar se o Th1* tornar-se desativado. Infelizmente, se não estiver devidamente equipado para este trabalho, acabará lidando com influências ambientais, como o pólen e os alimentos de maneira inadequada, e o resultado final será uma alergia forte e intolerâncias alimentares.

    É importante perceber que as alergias e intolerâncias alimentares são um grupo muito diferente de alergias das reações imunitárias mais graves como as anafiláticas. Intolerâncias alimentares provocadas por deficiência de Th1 (devido a flora intestinal anormal- DISBIOSE) não são mediados pelas imunoglobulinas específicas. Intolerâncias alimentares também podem manifestar horas, dias ou mesmo semanas depois, tornando a identificação alérgica aos alimentos muito difíceis.
O Dra. McBride explica;
        “Reações diferentes também podem sobrepor-se umas sobre as outras. Por exemplo, em um determinado dia você pode estar reagindo a brócolis que comeu apenas  no almoço, e ao cordeiro que você comeu a um dia anterior, e ao ovo que você comeu há dois dias, e um pedaço de pão que você comeu há 10 dias! Todas estas reacções se sobrepõem uns em cima das outras. Em um determinado dia, você não tem idéia do que exatamente você está reagindo  “.  Para tornar as coisas ficarem ainda mais difíceis, estas alergias e intolerâncias alimentares pode resultar em todos os tipos de reações,  como por exempplo: dor de cabeça,  espirros, erupções na pele, ou dores abdominais, articulações inchadas. Ou eles podem resultar em psoríase, ou causar eczema, pode ser um episódio de depressão, ansiedade, ou um ataque de pânico. Qualquer tipo de sintoma pode ser criado por alergias e intolerâncias alimentares,”.  Ao mesmo tempo, devido sua flora intestinal anormal, o revestimento do intestino começa a deteriorar-se uma vez que está ativamente mantido pela nossa flora intestinal. (As bactérias benéficas do intestino mantém intacto o revestimento do trato digestivo inteiro saudáveis, bem alimentados e protegidos de ataques químicos ou microbiológicos.) Se o revestimento intestinal se deteriora, as junções entre as células se abrem, causando um intestino mais poroso, caindo na circulação sanguínea substâncias tóxicas.   O Torna-se como uma peneira de poros maiores, e os alimentos não tem a chance de ser digeridos corretamente antes de serem absorvidos”, Serão absorvidos e mal digeridos ou parcialmente quebrados. Quando o sistema imunológico encontra esses alimentos parcialmente quebrados na corrente sanguínea, não vai reconhecê-los como alimentos normais vai gerar então uma reação forte a esses alimentos mal digeridos. O sistema imunológico cria “complexos imunes”, que atacam estas proteínas parcialmente digeridas! Como resultado, teremos todos os tipos de sintomas em seu corpo como os já citados”.
    Então, qual é a resposta para resolver isso?
    A chave para resolver seus problemas de saúde não é determinar quais os alimentos que você está reagindo a fim de evitá-los. Em vez disso você precisa se concentrar na cura de seu revestimento do intestino ( a parede interna do intestino), porque esta é a raiz mais provável do problema. Também será a  estratégia de melhor custo-benefício uma vez que o teste de alergia pode ser muito caro para quem não tem convênios particulares.
        “Existem muitos métodos de teste desenvolvidos para alergias e intolerâncias alimentares,” o Dra. McBride diz. “… [Mas] se você tiver tempo o suficiente para testar duas vezes por dia durante duas semanas seguidas, você iria descobrir que você reage a tudo que você come … A maioria dos profissionais não tem conhecimento nesta área e acaba sempre no método do teste as alergias alimentares … Sendo que o foco para a  cura,  é “selar seu revestimento intestinal”. Em seguida, essas alergias e intolerâncias alimentares vão desaparecer, e você será capaz de finalmente começar a comer alimentos que você não podia tolerarar antes. “!
-GAPS e as doenças autoimunes!
    Doenças auto-imunes são um efeito colateral imunitário muito comum atualmente. A medicina convencional identificou cerca de 200 diferentes doenças auto-imunes, até agora, e a lista está crescendo continuamente.
        Os testes em auto-imunidade é bastante caro, nem todas as pessoas podem fazer os testes. Todos os testes alimentares que é feito na medicina convencional,  praticamente todas as pessoas apresentam uma reação auto-imune. Por que isso? Porque 85% de seu sistema imune está localizado na parede do intestino, e dependendo do estado da flora intestinal terá um efeito direto e profundo sobre a forma de como as funções do sistema imunológico está naquele momento.
        … O sistema imunológico é um “órgão sistemático” que sente fome! Ele precisa ser continuamente alimentado … Pessoas com flora intestinal anormal – as pessoas estão adquirindo “lacunas” ou poros maiores que o normal na parede intestinal aumentando a sua permeabilidade das substâncias – não conseguem digerir e absorver os alimentos adequadamente, de modo que eles desenvolvem múltiplas deficiências nutricionais; nosso sistema imunológico está morrendo de fome! Ao mesmo tempo, um rio de toxicidade está fluindo a partir do intestino para dentro da corrente sanguínea da maioria das pessoas, por que todos esses micróbios patogênicos na flora do intestino estão a converter o alimento em centenas e centenas de substâncias muito tóxicas.
        O sistema imunológico fica cheio destas toxicidades, então o indivíduo terá um sistema imunitário deficiente, desnutrido, intoxicado e desequilibrado, e, ao mesmo tempo ele é desafiado com uma enorme quantidade de trabalho a fazer. É óbvio que desta forma o intestino e o sistema imune não poderá funcionar adequadamente. É claro que não se pode reagir de forma adequada para várias coisas. A causa da Doença Auto-imune também se resume tudo isso.
    Flora anormal em seu aparelho digestivo pode facilmente levar ao crescimento excessivo de:
        Bactérias patogênicas
        Vírus patogénicos
        Fungos
        Vermes
        Protozoários

    Uma vez que seu revestimento do intestino começa a deteriorar-se, esses agentes causadores de doenças podem ser facilmente absorvidos pela corrente sanguínea e distribuído por todo o corpo. Alguns deles têm afinidades para determinadas proteínas, e vai unir-se a elas. Quando isso acontece, muda a forma tridimensional da referida molécula de proteína. Quando seu sistema imunológico vem através desta proteínas estranhas, ele vai atacá-lo e começar a produzir anticorpos contra o próprio indivíduo.
        “Este mecanismo é particularmente o que acontece em pacientes acometido pela esclerose múltipla.
Segundo o  Dra. McBride:  “O mercúrio, alumínio, chumbo, outros metais tóxicos e moléculas orgânicas que contêm estes metais tóxicos têm uma propensão especial para ficar armazenando em alto teor de gordura nos tecidos, como também no cérebro, no resto do sistema nervoso e particularmente na bainha de mielina e nos nervos. Estes metais tóxicos tem o principal alvo o cérebro e os nervos. Mas quando eles ficam acumulados nos tecidos gordurosos, estas toxinas se ligam a proteínas e na bainha de mielina, na substância branca do cérebro e em outras partes de seu sistema nervoso. Uma vez que eles estejam acumulados eles se apegam a essas proteínas e mudam sua estrutura tridimensional. Em seguida, o sistema imunológico desenvolve um anticorpo específico contra proteína e bainha de mielina deflagrando então o quadro da esclerose.
        Existe um anti-corpo específico o qual está agindo na esclerose múltipla. Ele é chamado de “anticorpo da proteína de mielina específico”. É um anticorpo que ataca as proteinas da mielina … O que o sistema imunológico tenta fazer é  limpar os metais tóxicos como o mercúrio, chumbo e outros metais tóxicos do sistema nervoso, o que foi armazenado de forma errada. E de onde é que eles vêm? Cerca 99,9% vem no sistema digestivo que está alterado e não conseguiu eliminar estas substâncias durante a digestão”.
Curiosamente, quando o corpo não é capaz de limpar uma toxina em particular por conta própria, ele vai convidar e contratar micróbios do ambiente para ajudar a limpar as toxinas.  “Os micróbios no ambiente não são nossos inimigos em todos os casos. Eles são realmente os nossos aliados. Eles são “nossos ajudantes”. Seu corpo utiliza-os quando precisa deles para acionar certos mecanismos imunitários, “Dr. McBride explica que,  “Se você tem acumulado certas quantidades de mercúrio em seu cérebro e em seus nervos … seu corpo pode empregar um vírus para acionar teu sistema para retirar essas toxinas … Se você tem um resfriado, que de origem  viral (é o virus que irá direcionar teu sistema imune ao local) ir diretamente para aqueles remendos tóxicos em seu cérebro e seu sistema nervoso então será atacado. O sistema imune não diferencia de forma eficaz,  então irá atacar estes virus e também certas partes do cérebro. Junto com a inflamação local mediada pela primeira reação imune, o indivíduo então começará a experimentar os sintomas da esclerose múltipla. O sintomas de formigamento começará a aparecer, dormência no rosto ou nas extremidades do corpo, perde o controle da bexiga ( bexiga neurogênica) perda da visão periférica por um tempo … Esse é um dos primeiros sintomas de esclerose múltipla.
        nesta situação, só do indivíduo  alimentar o sistema imunológico de forma adequada e deixar o trabalho para o sistema imunológico  completar, em seguida, estes sintomas iriam durar um mês ou dois, e depois eles desaparecem por que o vírus vai devorar as toxinas uma vez que já foi direcionado para isso e o sistema imunológico vai devorar o vírus. Seus nervos vão se recuperar naturalmente. ”
    Infelizmente, isso não é o que acontece hoje em dia. Normalmente, assim que as pessoas sentem o formigamento, dormência e outros sintomas, elas correm para o médico, que imediatamente colocá-los em algum tipo de medicação fortíssima, que normalmente têm um efeito negativo sobre o sistema imunológico. Como resultado, os vírus se propaga ainda mais e tornam-se mais estabelecido, e a doença torna-se crônica e permanente.
Nós tems anticorpos naturais contra praticamente todas as doenças!
        “O que as pessoas tem que entender é que todos nós seres humanos – temos anticorpos no nosso corpo para lidar com a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, artrite reumatóide, osteoartrite, lúpus, ou qualquer outra condição auto-imune”.  Tudo começa no útero. Assim que timo do bebê se desenvolve, as proteínas flutuam sobre a corrente sanguínea, que é compartilhado entre a mãe e o bebê, a começar a educar o sistema imunológico do bebê, e alocar umas células de respostas particulares para cada proteína encontrada. Ao Desenvolver doenças auto-imunes, é quando o sistema imunológico ataca tecidos específicos e proteínas no corpo por que foram contaminados por toxinas ou alguma outra influência ambiental. E lembre-se, esse desequilíbrio, essa influência tóxica, é proveniente de seu sistema digestivo ou parede do intestino.
        ” A Auto-imunidade e essas doenças são nascidas no intestino? Sim, Isso acontece porque a flora intestinal é anormal! A fim de curar qualquer doença auto-imune – quer se trate de esclerose múltipla, artrite reumatóide, osteoartrite, lúpus, alopecia, psoríase, ou qualquer outra coisa que tem um componente auto-imune o indivíduo tem de se concentrar na cura e selar o revestimento intestinal nutricionalmente que básicamente é: Normalizar a flora intestinal e conduzir os patógenos da flora intestinal substituí-los peça flora benéfica. Em seguida, a cura vai acontecer.
    Infelizmente, a medicina convencional é muito ignorante sobre estas pesquisas, e não sabem o que realmente é desordens auto-imunes, associados como distúrbios digestivos e também psicológicos.
A Importância de alimentos fermentados
    O número de bactérias em nosso corpo superam as células em cerca de 10 para 1.  Essas bactérias, por sua vez são compostos de ambos os benéficos e podem ser também prejudiciais. O equilíbrio ideal é cerca de 85% de bactérias boas e 15% ruim. Manter essa relação ideal é muito importante, estou falando da importância dos probióticos. Temos que entender que o uso dos probióticos não e um conceito novo!  A única coisa que há de novo é que podemos tomar em forma de pílulas! Mas historicamente, a humanidade tem consumido grandes quantidades de probióticos na forma de alimentos fermentados e cultivadas, que foram inventados muito antes do advento da refrigeração e outras formas de conservação de alimentos. Cada cultura tradicional quando olhamos para suas dietas tradicionais tem costume de se alimentar de alimentos fermentados. Eles fermentam tudo! Você pode fermentar laticínios, grãos, feijões, vegetais, frutas, carnes e peixes e até mesmo as maiores quantidades de bebidas fermentadas. Usam por exemplo repolho fermentado. Apenas um ou dois meses comem de forma fresca, mas durante 10 meses do ano comem o repolho em uma forma fermentada. Completamente uma grande porcentagem de todos os alimentos que as pessoas consomem diariamente na cultura de alguns países é de alimentos fermentados. E em cada refeição com estes alimentos fermentados consomem trilhões de bactérias benéficas.
    Alimentos fermentados não é questão apenas de uma maior variedade de bactérias benéficas, mas oferecer maiores quantidades deles, para uma alternativa muito mais rentável. É raro encontrar um suplemento probiótico em mercados contendo mais de 10 bilhões de unidades formadoras de colônia num produto. Os Fermentados probióticos produzidos por culturas starter (material contendo grande número de microrganismos – bactérias, leveduras e mofos ou combinações dos mesmos), os quais pode ser adicionados para acelerar o processo de fermentação em alguns alimentos industrializados em grande escala.”, tem cerca 10.000.000 bilhões de unidades formadoras de colônias de bactérias. Literalmente, feita a comparação com os alimentos fermentados das culturas de países que consomem alimentos fermentados se equipara as colônias Startes!
Como funciona o processo de fermentação
        “A Mãe Natureza é extremamente sábia e amável. Todas as frutas e vegetais orgânicos, contém lactobacilos. As folhas de couve fresca, se for cultivado organicamente (não o da agricultura química), está coberto em lactobacilos. Você não precisa acrescentar nada. Você acabou de cortá-la. Adicione um pouco de sal nos estágios iniciais ao cresimento. (O sal é adicionado na fase inicial, a fim de parar as bactérias putrefatas de se multiplicar.) Os Lactobacilos ao iniciar a multiplicação produzem ácido láctico por isso que eles são chamados de Lactobacillus.
        Se olharmos para a pesquisa em ácido láctico, que é um dos mais potentes anti-sépticos ele mata muitas e muitas bactérias maléficas. Assim que começa a se produzir ácido láctico a planta começa a matar todos os micróbios patogênicos e putrefativas na conservação dos alimentos. É um conservante grande e natural.  
    Baixe transcrição da entrevista
    Este processo anaeróbio (fermentação) faz mais do que preservar a comida, no entanto. Também torna os nutrientes no interior do alimento mais biodisponível. Por exemplo, de acordo com o Dr. McBride, a quantidade de vitamina C biodisponível em chucrute é 20 vezes maior do que na mesma porção de couve fresca!
        “Isso porque na couve fresca, tem vitamina C  e está ligada a estrutura de celulose e de várias outras moléculas, e nosso sistema digestivo não é apenas capaz de clivá-los e absorvê-los. Assim, apesar do fato de que o repolho pode ser muito rico em vitamina C, você não será capaz de absorver. Mas se você fermentar o repolho em chucrute, tornará a vitamina C biodisponível “, explica ela.
Como reduzir as chances da “crise de cura”?
    Há uma precaução que deve ser discutido aqui, e que é o potencial para uma ‘crise de cura’ assim chamado pela Dra. McBride e se refere como uma reação die-off, provocado pela morte maciça de bactérias patogênicas, vírus , fungos e outros agentes patogénicos prejudiciais pel reintrodução de grandes quantidades de probióticos. O paciente pode piorar significativamente em qualquer problema de saúde que o paciente enfrentando, antes de melhorar.
    A razão para isto é porque, quando os probióticos matar os organismos patogênicos, os micróbios patogênicos libertam toxinas. Estas toxinas é o que está causando o problema, seja depressão, ataques de pânico, artrite reumatóide, esclerose múltipla, lupus, Sjogren, Sindrome do intestino irrtável, fibromialgia ou qualquer outra doença e ou sintoma. Quando uma grande quantidade de toxina é liberada de repente, seus sintomas também vai aumentar subitamente.
        “Se você nunca ingeria alimentos fermentados em sua vida, você precisa começar com muito cuidado e muito gradualmente com orientação do Nutricionista apto,” Dr. McBride adverte.
    “Deve começar com apenas uma colher de chá de vegetais fermentados, como chucrute, com uma de suas refeições, natto, missô dentre vários outros, Kefir, e depois esperar por um a dos dias para ver como regirá. Mas o ideal é procurar o Nutricionista que possa ter um acompanhamento correto, devido aos sintomas iniciais pra quem não tem costume de ingerir alimentos fermentados. 
        
    É importante perceber que além de conter grandes quantidades de bactérias benéficas, alimentos fermentados também contêm muitas enzimas ativas, que atuam como desintoxicantes extremamente potentes.

        “A cura passa acontece em facilmente, o Dr. McBride diz. “Nós vivemos em um mundo tóxico, e muitos de nós têm acumulado camadas e camadas de toxicidade em nossos corpos. O corpo vai limpá-los através do sistema imune, e o paciente chegará a ter a saúde completa. O paciente volta a ser 100% saudável, não importa o quão mal era antes com esta terapia e com níveis adequado de vitamina D no sangue. ”
Mais informações
    Você pode encontrar mais informações no site do Dr. McBride:http://www.GAPS.me , no blog http://www.doctor-natasha.com
REFERÊNCIAS:
1. Lord C, Cook EH, Leventhal BL, Amaral DG. Autism spectrum disorders. Neuron. 2000 Nov;28(2):355-63.
2. Sogut S, Zoroglu SS, Ozyurt H, et al. Changes in nitric oxide levels and antioxidant enzyme activities may have a role in the pathophysiological mechanisms involved in autism. Clin Chim Acta. 2003 May;331(1-2):111-7.
Digestive Enhancement


Médico alergista faz descoberta promissora para a cura do autismo

A ciência abre alternativas no limite da paixão e do conhecimento humano. Nesta última quinta-feira (2/7), o alergista alimentar Aderbal Sabrá, membro da Academia Nacional de Medicina (ANM) e coordenador do curso de Medicina da Unigranrio, apresentou  a conferência “Alergia alimentar e transtorno do espectro autista: novo paradigma”, na Unigranrio/Barra, onde reuniu especialistas e convidados para abordar  o mesmo tema defendido na Academia Nacional de Medicina recentemente. Veja o vídeo e reportagem desse encontro no campus Barra, com produção do Canal Unigranrio

(Jéssica Reis fez as entrevistas e  a edição, cabendo ao cinegrafista Anderson o complemento desse vídeo).

Sabrá também foi referência na última edição do jornal da Academia Nacional de Medicina.

Nessa reportagem, o informativo enaltece a "nova visão na prevenção e cura do autismo. É a primeira vez que um cientista afirma que alergia alimentar interfere no neurônio, podendo causar convulsão, hiperatividade, transtorno de déficit de atenção na sua evolução patogênica, que pode chegar a produzir, consequentemente, autismo". Veja mais neste link da ANM: clique aqui.

Estatística 

Segundo o Acadêmico Aderbal Sabrá, na década de 70 a incidência alimentar incidia em, pelo menos, 2% dos adultos, percentual que subiu para 10% na atualidade. Nas crianças, este índice passou de 10% para 30%. “A prevenção da alergia alimentar será um grande passo no tratamento do espectro autista”, sustentou o Acadêmico Sabrá.

Além dos convidados, a conferência contou também com presença do garoto Arthur, de apenas cinco anos, e de seus pais, Juliana e Gustavo. Eles, que residem em Volta Redonda, vieram ao Rio apenas para participar e dar testemunho sobre a primeira criança brasileira a sair do espectro de autismo.

“Com o tratamento realizado em apenas 10 meses, meu filho já não parece uma criança autista”, conta Juliana. 


Enquanto Arthur se divertia com o pai pelo campus, Juliana relatava sobre o quanto seu filho tem evoluído nos últimos 10 meses, com as dietas e todo o processo desenvolvido pelo pediatra Sabrá: “Em apenas um mês, meu filho perdeu a hiperatividade, a seletividade, porque, hoje, ele já aceita comidas bem variadas, de cores diferentes, já que autistas dificilmente conseguem comer alimentos que fujam às cores mais conhecidas. A parte comportamental, que é a principal, em apenas um mês Arthur já não parecia uma criança autista”, conta Juliana.


Juliana, mãe de Arthur, confirma: “O Sabrá curou a bioquímica do  Arthur e, assim, ele se abriu para o mundo, e eu pude interagir com meu filho”. 

“Eu cheguei a dizer por muitas vezes que mundo é este tão complicado, que eu não consigo entender meu filho. O Sabrá curou a bioquímica do  Arthur e, assim, ele se abriu para o mundo, e eu pude interagir com meu filho. Os momentos de introspecção sumiram, já que antes eu falava e ele não respondia. Ele parecia ser surdo, mas eu queria tanto resgatar meu filho desta escuridão que, por vezes, chegava a imaginar como seria este mundo obscuro, distante,  só para ajudá-lo a sair do cenário em que ele se encontrava. Agora, não, porque sinto que ele está 100% ligado a nós, e eu até sinto a alma dele, digo a essência dele”.

Aderbal Sabrá reproduziu sua pesquisa científica e interagiu com plateia formada por nutricionistas e profissionais de medicina.

“Alergia alimentar pode causar convulsão, hiperatividade, transtorno de déficit de atenção na sua evolução patogênica, que pode chegar a produzir, consequentemente, autismo. Estes achados do cientista brasileiro abrem, pela primeira vez, os caminhos da etiologia e do tratamento desta doença que, até hoje, ceifa a qualidade de vida de importante parcela de nossas crianças. Uma em cada 70 crianças brasileiras sofre de transtornos do espectro autista”.

Juliana agradece a Deus pela possibilidade de ter conhecido alguém que está acima da competência profissional.


“Basta olhar para o Arthur para ver que ele está bem melhor”, conclui Juliana. Antes de finalizar sua apresentação na Unigranrio/Barra, Sabrá faz mais uma declaração importante para a família de Volta Redonda: “Arthur ficará 100% recuperado, embora isso deva acontecer dentro de um ano, aproximadamente. Eu gostaria de fazer alguns agradecimentos para pessoas e instituições que colaboraram nesse processo de pesquisa, que foram fundamentais até aqui. Quero deixar o meu muito obrigado à Unigranrio e Georgetown University, além dos excelentes pesquisadores Joseph Bellanti (Georgetown/EUA), Selma Sabrá (Rio), Lenny Gonzales (Caracas), Ana Muñoz (Lima), Isaac Tenório (Rio), Luciana Corsini (Rio) e Aderbal Sabrá Filho, Rio”.